segunda-feira, 9 de novembro de 2009

MUNDO JAPAHITS DE PB - Brasil - 2009

mundo-japahits

Por umas décadas ficamos totalmente isolados do mundo POP de
outros países e com certeza com Japão não foi diferente.
Tudo que não vem dos países mais óbvios EUA, Inglaterra, França,
Itália e etc tende a parecer extremamente exótico para nós quando
o assunto é o pomposo mundo do POP.
A terra do sushi teve uma cena muito particular recheada de super
stars nos anos 70 que eram conhecidos como IDOLS.
Quase que a maioria esmagadora eram garotas.
No início garotas recatadas e boas moças, até que o duo PINK LADY
resolveu apimentar a cena trazendo sensualidade aos moldes ocidentais.
No fundo elas resolveram assumir que o que o pessoal queria mesmo
era SEXO.

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PINK LADY

Agora, o que pouca gente sabe que no Japão POP dessa época a
industria funcionava de uma maneira bem peculiar.
Existiam as gravadoras que contratavam os compositores e prdutores
e todo cast daquele selo interpretava apenas canções desse time
de "song writers".
Um dos nomes mais famosos e responsável pelo repertório do selo
RCA foi KYOHEI TSUTSUMI, responsável por 6 canções dessa coletânea.
Essa era a maneira como a gravadora tentava manter o controle de
qualidade e suas regras de um tipo de controle mental.

Os rostos dessa juventude cantante foram muitos e infelizmente não
consigo nesse momento dar nome à todos pois as imagens abaixo
foram extraídas das capas de várias coletâneas que comprei curiosamente
não no bairro LIBERDADE de São Paulo, mas na MANCHESTER MINEIRA
também conhecida como JUIZ DE FORA.
Fato curioso pois não houve uma forte migração da colônia Japonesa
por aquelas bandas.
Essas coletâneas que deram origem à essa que apresento são de prensagem
local feitas para a comunidade NIPO/BRASILEIRA.
Com certeza, além de um negócio lucrativo, uma forma de atualizar e
se vincular aos processos culturais contemporâneos.
Infelizmente essas informações ficaram presas à colônia e não se tornaram
realmente populares no Brasil, apesar do primeiro disco do grupo
PINK LADY tenha saído oficialmente em nossas terras tropicais.
Talvez pela fato das meninas serem mais sem vergonhas e mais parecidas
com o gosto brazuka.
É um fato que este post não é nenhum tratado sobre o assunto, mas já é
uma deliciosa mostra dessas garotas sensacionais.
Arreste as cadeiras, prenda os cabelos com os pauzinhos do Sushi e dance
sem parar nessa velha e fresca onda Niponica!

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Tracklist:
01 - shiroi heya/megumi asaoka *
02 - tokimeki/megumi asaoka *
03 - mirai/hiromi iwasaki *
04 - fantasy/hiromi iwasaki *
05 - futari monogatari/zoo
06 - sexy bus stop/yuko asano
07 - moon light taxi/yuko asano *
08 - kiss in the dark/pink lady
09 - refrain/nobora inoue
10 - sukidakara/nobora inoue
11 - monday monalisa club/pink lady
12 - sunshine superman/bibi *

* composições de KYOHEI TSUTSUMI

baixe aqui

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Post com a colaboração do Mestre Yupo

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Clássicos da Fronteira Vol.2 por Marco Gaspari

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Coletânea é uma expressão de origem latina, coisa que me deixa muito frustrado.

Fosse grega a sua origem, estaria explicado porque 87,55% dos discos coletânea são
verdadeiros presentes de grego.

Por outro lado sobram 12,45% de boas surpresas, uma quantidade mais do que
suficiente para animar qualquer um a encher o cantil e sair à caça do vinil perdido.

LEHRLINGE HALTEN ZUSAMMEN

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Comprei este disco nos anos 80 basicamente pela capa, pelos cabeludos que aparecem
na foto da contracapa e, principalmente, pela participação do maravilhoso Floh de Cologne,
o único grupo que eu conhecia.

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Como eu não sei lhufas de alemão, levei no escuro e é um
dos discos que eu tenho mais orgulho de possuir na minha coleção. Hoje em dia, graças à
internet, tenho alguma informação a respeito, mas ainda é bem pobrezinha.

O disco foi lançado pelo selo Plane em 1969 e parece que nunca foi oficialmente reeditado.
Como o Floh de Cologne, os outros grupos desta coletânea usam a sátira para dar forma a
discursos sarcásticos de forte inclinação socialista. Isto posto, nem é preciso dizer que aqui
o demônio é o capitalismo e que é imprescindível organizar toda a resistência possível
contra esse sistema malígno. Na contracapa existe um resumo de seis pontos levantados
por Karl Marx, o paladino mor da justiça social, na questão da juventude nas
sociedades capitalistas.

Mas o melhor do disco é que todo esse blá-blá-blá vem acompanhado de ótima música.
É krautrock em seus primórdios, uma pérola obscura para quem aprecia o gênero.

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NEUE DEUTSCHE POST AVANTGARDE – UMA AMOSTRAGEM DA MÚSICA ALEMÃ PÓS-MODERNA

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Esta coletânea de música industrial foi lançada em 1987 aqui no Brasil e não deve ser
nenhuma novidade para muitos de vocês que passeiam por este blog.
Mas a historinha dela é interessante e merece ser registrada.

Ela é considerada na Europa uma das melhores compilações da cena industrial alemã
dos anos 80 e foi feita na Alemanha sob encomenda para o Instituto Goethe de São Paulo.

A edição é limitada a 2950 cópias e apenas 150 delas foram vendidas na Europa.

Segundo os colecionadores europeus, as 2800 cópias restantes estão “perdidas”,
provavelmente para sempre, nas selvas do nosso primitivo país.

Ela hoje é cotada por lá na base de 80 euros.

Se você, caro leitor ouvinte, possui uma cópia, guarde-a com carinho.
Caso ainda não tenha, vale a pena organizar um safári e procurar a sua.
Deve haver ainda algumas cópias dando sopa por aí a preços convidativos.
Só que é bom prestar atenção e ver se está encartado no disco o livretinho
que apresenta, em português, todas as bandas da coletânea.
Boa caçada.

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VIVA UNA EXPERIENCIA PSICOTOMIMÉTICA

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Você está diante de um importante pedacinho da história do rock na Venezuela.
“Viva Una Experiencia Psicotomimética” não é apenas uma coletânea de grupos de
rock do país, a primeira a mostrar seus jovens valores em 1968, mas a prova material
de todo um projeto para uma série de concertos promocionais envolvendo efeitos de luz
e som psicodélicos para impressionar o público.

O disco foi gravado em mono e produzido por Jesús Pérez Perazzo que era não
apenas o regente da orquestra Venezuela Pop, como também gerente contratado
em 1967 pelo selo Fonograma para tirar a empresa do buraco em que se encontrava.
Perazzo era também consultor de uma clínica psiquiátrica e participava na época
de um projeto experimental na área de musicoterapia, estudando os efeitos da
música no ser humano. Sua idéia foi contratar grupos jovens desconhecidos e
gravá-los com acompanhamento de sua orquestra.
A tal de “Experiência Psicotomimética” seriam os shows ao vivo dessas bandas
sob os tais efeitos de luz e com a animação do popular locutor Cappy Donzella.
Os grupos que tivessem maior receptividade do público teriam seus discos gravados
e lançados pelo selo. Vários shows foram marcados e o primeiro foi um absoluto sucesso.
Os demais, porém, foram apresentando problemas e mais problemas até que
Perazzo desistiu da empreitada.
Voltando ao disco, não se trata da gravação de nenhum desses shows ao vivo,
mas uma montagem feita em estúdio utilizando sons de platéia ao vivo
para unir as músicas.
Mas o que seria o clima do espetáculo está todo registrado, até mesmo com
Cappy Donzela iniciando o disco com a seguinte locução:
"...verde 68, amarelo 14, azul branco 19... testando... neste momento nos apoderamos
de suas mentes... vocês vão viver uma experiência psicotomimética...".
A única coisa a lamentar aqui é que só uma música é original, interpretada pelo grupo
Los Memphis. Mas em compensação existem pérolas, como uma versão também de
Los Memphis para Nights In White Satin (Una Noche En Satín Blanco).

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No ano seguinte o selo Fonograma lançou a “Segunda Experiencia Psicotomimética”
e hoje em dia é possível achar os dois discos em CD venezuelano.
Mas a experiência de ver o efeito do vinil com manchas coloridas girando no
toca-discos, só quem tem a bolacha original pode viver.

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DOS HORAS EN LIBERTAD – LA OPERA ROCK (COMIC)

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Comprei esta fita cassete em Montevidéu lá pela metade dos anos 90 e ela
sempre foi um mistério para mim. Não consigo nenhuma referência na internet e
nem mesmo no ótimo livro de Fernando Peláez: De Las Cuevas Al Solís 1960/1975 –
Cronologia Del Rock En El Uruguay, ela é citada.
Mas é uma coletânea muito legal, que dá um pequeno exemplo do rock uruguaio
nos anos 70. Tem Montevideo Blues, Totem, Psiglo... e dois locutores que ficam
conversando entre as músicas, como se fosse um programa de rádio.
Se você souber algo a respeito, não deixe de me contar.

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Marco Gaspari é dono da loja Mister Sebo e tem zumbido nos ouvidos, como se o Pierre Henry fosse um hóspede permanente. Também escreve na revista poeiraZine.

sábado, 17 de outubro de 2009

Palhaço Carequinha - O Baile do Carequinha - Brasil - 1968

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Fudeu! Ligaram o Palhaço Carequinha no pedal Fuzz!!!!!
Acompanhado pela banda beat: OS FALCÕES REAIS da cidade de BARRA MANSA,
Carequinha é o mesmo de sempre, amigo da garotada e boa praça da ditadura.
A diferença desse disco é que ele estava na moda, ou seja, no ritmo do Yê-yê-yê.
Procurei esse disco por muito tempo. Pra mim era só uma lenda.
Mas ele existe mesmo e é bom pra caramba.
Alguns velhos sucessos do Palhaço e mais novas canções e interpretações.
A cereja do bolo é a última faixa "The Millonaire" com um arranjo que lembra
bandas como The Ventures e é totalmente instrumental.
Com certeza um agrado pra banda.
Aliás, esta banda chegou à acompanha-lo nesse período em seu programa de TV.
Agora, algo que realmente me intriga é o segundo integrante da esquerda para a
direita. Afinal, o que ele toca na banda?
Todos os outros estão posando em suas funções de forma bem clara, mas, e ele?
Será que dançava? Será que era o vocalista quando não tinha o Palhaço?
O coro infantil é formado por 8 crianças do "Pequenos Cantores da Guanabara",
com certeza um grupo coral da época.
Bem, pra quem preferir, chupem uma droga, coloquem o Carequinha no ipod e
saiam viajando na onda do Palhaço!
Podis crê, bicho!!!!!!

tracklist:
01 - dó-ré-mi
02 - tenta tatá
03 - eu vou cavando a mina
04 - gosto das crianças
05 - Lili (Hi-Lili, Hi -Lo)
06 - linda garotinha
07 - saudação a portugal
08 - a lâmpada de aladim
09 - o elefante e a formiguinha
10 - atrás de uma bola - essa faixa deu uma agarradinha. mil perdões.
11 - neném
12 - cavalinho branco
13 - the millionaire

baixe aqui

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

MAKI NOMIYA - Onna Tomodachi - Japan - 1981

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Mais uma vez Mestre Yupo nos brinda com mais uma pérola.
O primeiro compacto da carreira de MAKI NOMIYA, mais conhecida
no brasil como "a cantora do Pizzicato Five".
Mas não foi aí que sua carreira como cantora começou.
No final dos anos 70 mudando pra 80, ela e a maravilhosa JUN TOGAWA
eram como grupies da banda Moonriders cujo lider era KEIICHI SUZUKI.
Mais tarde tornaram-se backing vocals do grupo HALMENS que tinha como integrante
KOJI UENO que posteriormente fundou o GUERNICA.
Ambas garotas seguiram sua carreira solo.
Maki saiu à frente com este compacto e logo em seguida com seu álbum
"Pink no Kokoro" que acabou não emplacando sucesso.
Em contra partida sua amiga Jun ficou famosa mais cedo como vocalista do
grupo GUERNICA.

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Anos mais tarde Maki Nomiya, que trabalhava como backing de estúdio
foi ser a 4º vocalista do grupo Pizzicato Five, justo um pouco antes da
banda assinar com o selo americano MATADOR, e foi quando a banda estourou.

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Uma coisa curiosa sobre este compacto, como podemos supor mesmo sem
saber ler japonês é que a faixa principal foi trilha de um comercial aparentemente
de perfume ou algo semelhante.
Fiquei super surpreso de saber que esta maravilhosa cópia que pertence ao Yupo
não é um relançamento e sim o lançamento original, o que é raríssimo mesmo
no Japão, onde foi comprado, dado o seu estado impecável de conservação.
O precioso cuidado que os japoneses tem com seus discos.

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Agradeçam todos ao grande Mestre por esta incrível oportunidade de serem menos
ignorantes.

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Post com a colaboração do Mestre Yupo

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ANVIL FX LIVE - A CASA DOS MIL ANDARES

brocflyer

Fui convidado pelo Gui Barrela para fazer um show
junto com o camarada PANETONE num evento da
Peligro chamado PELIGRO APRESENTA.
Quando eu soube que o esquema funcionaria com
20 minutos de cada um solo e mais 20 minutos de
parceria no palco, me deu vontade de me divertir
com o meu tempo.
Resolvi inventar um show conceitual que no fundo
é uma grande diversão aos moldes dos anos 70.
Como eu vou estar cercado pelos meus sintetizadores
vintage analógicos, resolvi incrementar convidando
mais dois amigos e fazer um show ao vivão com
tudo tocado e mais um monte de instrumentos
exóticos que tenho.
Os amigos são:
CARLOS GADELHA, compositor e guitarrista da banda
"Jardim das Horas"
DIEGO CARTIER, baterista e fanático por música
produzida nos anos 60 e 70.
O instrumental será aproximadamente:
1 Theremin
3 MOOGS
1 Santur
2 Violões acusticos
1 bateria
1 tambor xamânico
2 samplers
1 guitarra
e um jogo de taças de cristal

A nossa viagem se inspira num livro muito interessante
que recomendo à todos:
"A CASA DOS MIL ANDARES".
É considerado um livro surrealista escrito na década de 20
por um artista Tcheco chamado JAN WEISS.
Ao que me consta, existe apenas uma edição em português
mesmo assim de portugal, traduzido por Ernesto Sampaio e
editado pela Editorial Estampa.
Minha cópia foi impressa em Lisboa em abril de 1971.
A história conta sobre um homem que acorda, após um sonho
bizarro, deitado numa escadaria gigantesca coberta por um
tapete vermelho, sem saber onde estava, sem saber onde
daria aquela gigantesca escadaria.
Sem saber se subiria ou desceria.
Sem saber seu nome, sua vida e nem sequer como era a sua
própria aparência.
Com o tempo, revirando os próprios bolsos descobre que seu
nome é Pierre Brok e é um detetive com a missão de salvar
uma princesa aprisionada dentro daquele monstruoso
edificil onde cada andar equivale à uma cidade e é controlado
por uma figura misteriosa chama MULLER.
Detalhe, Pierre Brok descobre ser para os olhos alheios,
totalmente invisível...
Adoro livros surrealistas, hehehehe

Musicalmente, estaremos buscando nesses 20 minutos construir
diferentes climas absurdos e contrastantes, cuja emoção
provem da imaginação evocada pelo livro.

Gostaria de ver os amigos lá, afinal dá um puta trampo fazer
isso tudo.

A arte foi criada pela minha querida Adriana Peliano.

domingo, 4 de outubro de 2009

MUNDO 7 POLEGADAS DE PB - Brasil - 2009

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Vejam vocês o nível que chegou a minha obsessão por discos...
Agora estou revirando os lixos de São Paulo para encontrar "Pérolas".
Bem... pérolas também seria um exagero dizer, né?
Músicas divertidas, suficientemente ofensivas às vezes.
Nesse sábado fui visitar aquela loja que todo mundo conhece por
tratar seus discos como tratam seus funcionários, ou seja, como LIXO.
Munido de meu toca-disco portátil, fiquei pacientemente ouvindo
uma mísera caixa de compactos que a loja guarda no chão e que
acabam mofando ou grudando com a umidade da água que eles jogam
no chão à cada 2 anos...
Felizmente estava de fone de ouvido, porque, pra variar, o funcionário
estava esculachando o subalterno com toda sua fúria e a música na
orelha me poupava um pouco do baixo astral...
Curioso foi quando localizei alguns discos absolutamente impraticáveis
de se ouvir e os entreguei ao funcionário dizendo:
acho que estes aqui podem ir pro lixo, né?
no que ele respondeu:
"no lixo eu não digo... vou passar pro meu chefe pra ele decidir"
COMO ASSIM? A merda dos discos estão quebrados!!!!!
Vai fazer o quê com aquilo???????? huahauhauahua

Um dos primeiro que encontrei que me interessou foi de Moog!
Sim, isso mesmo, encontrei até disco de Moog.
Disco de Moog quinto escalão, mas...

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01 - Bullfrog Legs (la rana)/Cash & Carry
Grupo belga de quinta categoria!
Começou bem!!!!

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Seguindo... algo bem ofensivo...

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02 - Birdie Num Num/The Entertainers

Essa banda cafona faz uma referência ao personagem
Indu interpretado por Peter Sellers no filme "Um Convidado
Bem Trapalhão".
Aqui um idiota fica imitando a imitação impagável de Sellers
dizendo "Birdie Num Num... Birdie Num Num..." pffffffff
Me convenceu na hora à comprar!

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03 - Swing is The Thing/The Deep River Quartet

Esse compacto pra mim foi um grande achado porque
eu adoro Swing e esse disco é bem bacaninha.

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04 - Ma-Ma-Du/Les Chakachas

A capa desse chamou a atenção!
Música latina é sempre bem vinda dessa época.

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05 - La Mula/Rudy Rickson

Esse combina demais com as bobagens que eu adoro.
Swing com cantor italiano machista no melhor estilo
de Fred Buscaglioni. Sensacional!!!!

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06 - Papa Bully/Love Collection starring Jean Sharon

Sente o nível das bruacas da capa!
Mas a faixa que selecionei é um Electro Disco bem legal.
Valeu à pena revirar o lixo.

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07 - Favoritten-Spiritual/Herr Inspekta Singens Was

Também curto esse estilo de canção alemã.
Algo me diz que se trata de música humorística.
Tinha um monte deles lá. Alguns apenas falado.
A capa desse eu acho realmente linda!

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08 - Capital Tropical/Two Man Sound

Disco picareta Mexicana é seeempre bem vinda!!!!!

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09 - La Notte É Piccola/Le Gemelle Kessler

Louge Italiano, ou cantado em italiano também
é sempre Hit em potencial na minha coleção.
O figurino dessas aí é sensacional!!!!!

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10 - Yoshua/Aric Lavie

Essa música realmente eu adorei!
O fato de ser cantada em Hebraico torna ela
ainda mais sensacional!!!!!!

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Para encerrar eu coloquei outro compacto
da banda de quinta categoria que utiliza Moog
para parecer descoladinha nos anos 70,

11 - Who Needs Money?/Cash & Carry
12 - Tchip Tchip/Cash & Carry
13 - Buena Mooga/Cash & Carry

Como sou um fã invertebrado de Moogs
completei a coletânea todas as faixas que descolei
no gênero neste lote.

agora, você deve estar achando que eu paguei uma
bagatela por tudo isso, né?
Nada! Se tem algo que essa loja sabe fazer é cobrar.
10 Real cada compacto.
E veja você o nível de porcaria que são.
Interessam muito mas é a gente retardada como nós.
Bom, eles estavam lá, iam apodrecer e o idiota aqui
foi lá dar uma sobre-vida à eles hahahahaha.

cate o lixo aqui

RADIO SAFARI - programa Nº 1 - gravado em 02/10/09

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Está no AR o primeiro Poscast RADIO SAFARI!
Seguindo o espírito deste blog que vocês já conhecem,
o Podcast é uma oportunidade de encontrar pessoalmente
com os amigos e fãs dessa palhaçada que aprontamos aqui.
Um jeito de tornar mais social e divertida o ato de garimpar
discos e música obscura, brega ou simplesmente legal.
No comando: PB (eu mesmo) e Tatá Aeroplano.
Ouçam abaixo:

RADIO SAFARI numero 01 by PB - anvil FX

Este primeiro programa gravado aconteceu no
espaço + SOMA em São Paulo na festa das amigas
do blog MINAS DE OURO.

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Já deu pra perceber que não será um podcast muito educativo
ou de precisa transmissão de informação.
Será sempre um grande esculacho! (adoro essa palavra! Bem carioca:
SCHCULASCHO).

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Teka Paes de Carvalho, Nina Becker, Regina Strumpf, Adriana Cymes,
Gisela Gueiros, Clarice Reichstul, Ana Strumpf e Dani de Lamare


Esse programa foi cheio de muitas piadas internas e fruto das
bobeiras que rolavam lá na hora.
Um dos melhores momentos sem dúvida foi quando toquei pra encerrar
o tema dos Smurfs, que originalmente e em alguns países até hoje
são conhecidos como "LES SCHTROUMPFS" e duas de nossas amigas
Minas de Ouro tem um sobrenome que é algo bem próximo:
Regina e Aninha STRUMPF (Mãe e Filha).
Claro que eu não iria perdoar isso, hehehehe

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Gravar um podcast ao vivo dentro de uma festa é algo que pode dar
muito errado. No meu aniversário nos tentamos gravar o Nº Zero,
mas simplesmente deu tudo errado tecnicamente, embora o astral
da festa estivesse altíssimo, com muito mais pessoas próximas
à mim e num lugar muito mais fantástico e acolhedor, que foi o
Bar Drosóphyla da querida Lili e do Tom!
A idéia é tentar continuar o projeto exclusivamente lá, apenas
precisamos de condições técnicas mais adequadas.

Aos poucos tudo irá ficar mais bem estruturado e com uma
cara mais definida.
Espero que você também se divirta ouvindo agora e que possa
estar presente nos próximos que serão divulgados aqui.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Clássicos da Fronteira Vol.1 por Marco Gaspari

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Bom, uma vez convidado para colaborar neste conceituado blog,
quero começar em grande estilo: puxando o saco do blogueiro.
Para isso selecionei três curiosidades eletrônicas (som eletrônico
cabeça, me parece, é a praia do PB). Mas se você, caro leitor ouvinte,
não é muito chegado nos fiummm... bóing... pumpum... pumpum...
típicos do gênero, fique tranqüilo que todos os sons têm um pezinho no rock.
Como não são álbuns muito fáceis de achar nem mesmo em CD, tente
compreender que os eventuais fiummm... bóing... pumpum... pumpum...
alheios à música são de inteira responsabilidade do vinil.

EN EL OMBLIGO DE LA LUNA – MUSICA DE AUTOREFLEXION
LUIS PEREZ

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Prepare seus ouvidos para o desconhecido: sons de instrumentos
pré-colombianos originários das mais variadas regiões do México
mesclados a toda uma parafernália sonora pós-chapoliniana
(câmaras de eco, frequency analyser, phase shifter, shin-ei, gong, guitarra,
baixo elétrico...).

O compositor, arranjador e único músico desta belezinha chama-se
Luis Perez Ixoneztli.
Ele nasceu em 1951 na Cidade do México e passou uma vida estudando as
tradições musicais dos grupos étnicos mexicanos.

Em 1977 juntou-se a Julio Estrada na formação do Grupo Experimental
Mexicano, que tinha como marca registrada dar um tratamento eletrônico
ao uso de instrumentos autóctones. Algo como música experimental + rock
+ antropologia sonora.

A primeira edição do seu disco solo Ipan in Xiktli Meztli
(é o nome desse álbum no idioma náhuatl) foi lançada em 1981 e bancada
pelo governo federal, com uma capa muito bonita e uma arte bem bacaninha
tomando todo o miolo. Mas como acontece com todos os governos, eles mais
prejudicaram do que ajudaram Luiz Perez. O disco não chegou às lojas e virou
presentinho para os amigos. Perez então foi obrigado a providenciar uma nova
edição (a que ilustra este texto) e aí sim teve o reconhecimento que merece.

No encarte do disco aparece a etimologia da palavra México:

Metztli = Lua
Xiktli = Umbigo
Ko = indicativo de lugar

Dei uma resumida na explicação de Perez: metaforicamente México quer dizer
“no umbigo da lua” ou “no centro do lago da lua”, pois o contorno dos antigos
lagos que formavam a bacia fluvial mexicana tinha a forma de um coelho,
semelhante à silhueta formada pelas manchas lunares vistas da Terra.
E como a grande cidade de Tenochtitlan ficava no centro desses lagos,
simbolicamente ela estava localizada no umbigo do coelho lunar.

Coisas do México mágico, antes do homem branco estragar a festa.

baixe aqui


LÁCTEA
TÓ NETO

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Este disco tem uma grande virtude: é um pioneiro.

Ele é considerado o primeiro disco de música eletrônica a ser gravado em Portugal.
E olha que o cara nem patrício era e sim angolano, nascido na capital Luanda em 1951.

António Eduardo Benedy Neto era filho de pai engenheiro e cientista chegado
a pesquisas nas áreas de informática e música eletrônica. Dá para imaginar
então que os sintetizadores do pai já estavam entre os primeiros brinquedinhos
do pirralho Tó Neto.

Em 1973, aos 22 anos, muda-se para Portugal e dez anos depois lança seu
disco de estréia: Láctea, em pleno boom do rock português.
A foto da capa foi feita no Planetário Calouste Gulbenkian,
onde a obra foi apresentada ao vivo pela primeira vez.

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O que se ouve neste disco é uma mistura de passado e futuro.
O futuro é representado pelos aparelhos eletrônicos que o artista
domina com maestria, e o passado pela rica presença, até mesmo sentimental,
de sua herança rítmica africana.

Esta viagem pela Via Láctea, apesar de vibrante e bastante influenciada pelo
rock progressivo dos anos 70, soa um tanto datada aos ouvidos deste nosso novo século.

Mas como eu gosto bastante dessas coisinhas curiosas, direi com toda a
pompa que se trata de um futurismo retro. Seja lá o que isso quer dizer, ora pois.

baixe aqui


LA BUSQUEDA – SINFONIA LATINA EM ROCK...
FRANCISCO ZUMAQUÉ

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No seu blog no myspace, Francisco Zumaqué se auto define como um músico de
raízes camponesas e populares. Mas não se iluda com a modéstia deste sexagenário
senhor (nasceu na cidade de Córdoba, na Colômbia, em 1945).
Na realidade se eu fosse enumerar aqui todo o seu currículo e discografia,
o PB teria que pedir espaço emprestado a algum blog amigo.

Vou resumir dizendo apenas que ele está entre os 100 colombianos mais
importantes do século passado.

Com relação à música eletrônica, Zumaqué estudou eletroacústica com os
mestres Pierre Schaeffer e Guy Reibel no Groupe de Recherches Musicales (GRM) de Paris,
além de composição rítmica com Olivier Messiaen e direção de orquestra com Igor Markevich.

Esse disco chamado “La Búsqueda” foi composto para uma peça de teatro, uma
adaptação do livro homônimo de Alfonso Lara Castilla encenada no México em 1982.

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Como o conteúdo do livro caminha entre o esoterismo e a auto-ajuda,
a música composta por Zumaqué sugere algo espiritual e relaxante.
Porém, não se iluda novamente porque vez por outra tudo descamba para o rock.

baixe aqui

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Marco Gaspari é dono da loja Mister Sebo e é tão usado quanto os artigos que vende.
Também escreve para a revista poeiraZine.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

anvil FX - Objeto Interno Quebrado - Brasil - 2009

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Objeto Interno Quebrado é o meu novo trabalho.
Pode parecer uma inovação para eu trabalhar com
harmonias tradicionais e instrumentos acústicos.
Quem me conhece melhor sabe que isso são as
minhas raízes como músico.
Claro, o bom músico de linguagem eletrônica
precisa saber bem como funciona o oposto do que
ele produz.
Eu sinto muita semelhança entre este disco novo com
outro que lancei em 1995, o Imperfection do Silverblood,
que também pode ser downlodado neste blog.
Uma farta utilização da mistura de música com sons
concretos fazem a semelhança ser ainda mais evidente.
Talvez a diferença maior seja que este foi tão
profundamente fundamentado na tristeza.
De fato foi feito numa época em que eu me encontrava
em frangalhos. Normal no percurso de qualquer
ser humano com 43 anos.
Claro, uma hora a porta bate em sua cara e seu mundo
desaba, e não é nada bonito.
Uma profunda melancolia nas harmonias e melodias
seguidas por uma repetição angustiante e obcessiva.
Pode até ser confundido como algo bonito...
A capa foi feita especialmente para este trabalho pelo
grande amigo e artista Roberto Bellini, um antigo fã
de Silverblood.
As faixas também não possuem nome.
Eu tentei nomeá-las mas descobrí que não valia à pena.
São conhecidas por:
Tr.01
Tr.02
Tr.03
Tr.04
Tr.05
Tr.06
Tr.07
Tr.08
Fique à vontade para dar sua opinião.

baixe aqui

terça-feira, 22 de setembro de 2009

The Glass Orchestra - The Glass Orchestra - Canadá - !978

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Formado por Paul Hodge, John Kuipers, V. Eric Cadesby, Miguel Frasconi,
e Marvin Green, este grupo canadense se propunha a tocar música usando
apenas objetos e instrumentos feitos de vidro.
Todas as formas possíveis de extrair sons em vidro são utilizadas:
fazer taças de cristal vibrar, soprar garrafas, percutir e algo mais que não dá
pra saber apenas ouvindo. Até uma flauta de vidro foi tocada.
O resultado é mais abstrato e não apela para melodias conhecidas ou as
velhas virtuoses circences de tocar Mozart em taças de cristal.
O objetivo é criar ambientes sonoros e paisagens oníricas de um mundo
de vidro nunca imaginado.
Minha cópia foi trazida dos Estados Unidos recentemente e com certeza
trabalhou como objeto de divulgação em algum, ou alguns centros culturais
americanos, pois, como todos podem ver, tem um cartão de contato
do músico Paul Hodge colado na capa. O cartão também nos revela que
o grupo pertencia a uma galeria chamada MUSIC GALLERY.
Este foi o primeiro disco do grupo, gravado em 1977 e lançado em 78.
Depois disso ainda gravaram:
Tales from Siliconesia (1980) EP
Human (1988) CD
Live from the Archives Vol I and II (2007) CD
Mas se deram muito bem quando uma de suas faixas foi utilizada na
trilha do filme Hollywoodiano "GAROTA INTERROMPIDA".
Tem nada melhor pra fazer um bom troquinho!!!!

Glass-Orchestra
As faixas não possuem títulos e tudo me leva a crer que se tratava de um
projeto de improvisação musical.

ouça aqui

domingo, 20 de setembro de 2009

Os Ovonautas - Compacto - Brasil - 1979

ovonautas folder

Frevo psicodélico espacial para crianças?
O início da primeira faixa realmente impressiona.
Logo a faixa toma uma forma tradicional de música
ruim feita pra criança no Brasil.
Mas que é bizarro é!
Quem foram esses malditos personagens que não
conheci mas já os odeio com todas as minhas forças?
Tudo parece um grande fruto de uma mente conturbada.

ovonautas back

O fato é que, quando vi esse disquinho na loja
não pensei 2 vezes em pegá-lo.
Esse é o tipo de coisa que os picaretas do mundo
do vinil chamariam de "psicodélico" para valorizá-lo.
Pura bobagem, mas que o instrumental é bem interessante
isso realmente é, apesar das músicas serem bem fracas.

ovonautas A

ovonautas B

Bem, mais uma deliciosa pérola para vocês não
acharem que esse blog só tem coisa boa.

ouça aqui

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

RRR 500 - anvil FX RRRemix 13.13.13.13.13 - Brasil/USA - 1998/2009

RRRcaparemix

Este é um trabalho de desconstrução, ou talvez re-construção baseado
num dos discos mais bizarros e bacanas que possuo em vinil, o RRR500.
Deixe-me explicar...
O material que eu aqui disponibilizo são remixes que eu mesmo produzi
e não o material original. Mas por que eu faria isso?
Vontade de aparecer?
Não...
Para que tudo se esclareça preciso falar antes do original.

RRRfolder

Numa das idas de Yupo ao Japão ele me consegue esse LP obra de arte,
serie limitada de 500 cópias em estado impecável que é uma coletânea
do selo underground, até então para mim totalmente desconhecido
o RRRecords.
Este selo americano é conhecido por apenas lançar trabalhos radicais
que incluem experimentações com o próprio suporte de reprodução.
O número 500 do título se refere à participação de 500 artistas envolvidos
com o selo ou apenas amigos ou gente que eles admiram na música.
São 250 artistas de cada lado, um loop de cada um.
Só que é impossível de ouvir este disco porque os loops são fechados.
Ao colocar a agulha no disco ela não sai do ponto em que você escolhe.
Os sulcos dos disco são anéis concêntricos e não uma espiral que leva
a agulha para o centro passando por todos os tracks como de costume.
Logo, você pode ficar colocando a agulha aleatoriamente e ouvindo
alguns loops mas nunca ouvir todos pois seria necessário uma precisão
cirúrgica para acertar todos os 250 sulcos de cada lado.
Anti-disco para Anti-música.
Uma maravilhosa pérola para se ter numa coleção.
Um vinil objeto de arte.
Me fascinou tanto a idéia que arrumei uma maneira de ouvi-lo.
Utilizando apenas meu toca disco conectado ao processador de efeito
de manipulação em tempo real da KORG, o KAOS PAD, fiz em casa
uma performance e gravei 6 tracks com aproximadamente 13 minutos cada.
Fiz o meu próprio disco de anti-música à partir do LP coletânea.
Ao meu entender é uma homenagem à RRR produzir esse remix conceitual
para trabalhos conceituais e a atitude conceitual do próprio selo.

Não sei precisar quanto tempo de atividade eles tiveram ou se ainda
estão em atividade, mas pelo que me lembro das palavras do MESTRE YUPO.
acredito que começaram no fim dos anos 70 ou início dos 80.
Abaixo o catálogo que data de 1998.

RRRcatalogA

RRRcatalogC

RRRcatalogB

Agora a relação de todos os artistas contidos no disco.
Impossível saber quais deles existem no meu remix...

RRRLIST01

RRRLIST02

RRRLIST03

RRRLIST04

Lembrando que meu trabalho foi feito todo em tempo real sem nenhuma
utilização posterior de computador.

Quem quiser se arriscar em entrar em contato com eles:

RRRMARC

Anti-disco Anti-música Anti-Remix
ouça aqui

terça-feira, 15 de setembro de 2009

PENDERECKI - DON CHERRY & The New Eternal Rhythm Orchestra - Alemanha - 1971

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Fico muito feliz quando tenho para oferecer para vocês uma
grande pérola sem precedentes.
Esse é um disco muito especial, me foi conseguido na última
feira de vinil em São Paulo no dia 07 de Setembro, sim a mesma
do video que eu postei abaixo.
O LP foi me trazido por Carlos Big Papa (primeiro a ser entrevistado
no video), dos Estado Unidos, país que ele morou muitos anos
justamente trabalhando com venda e produção de discos, especialmente
de Jazz.
Não é um disco muito comum de ser encontrado aqui no Brasil, ele foi
lançado na Alemanha pelo selo WERGO.
Quem também tiver uma cópia me dêem um sinal aqui.
O trabalho apresentado aqui foi feito por encomenda da Südwestfunk
(Southwestrn German Radio and TV Network).
Foi apresentado e gravado ao vivo no Donaueschingen Music Festival
em 17 de outubro de 1971. Ótimo ano, não?

don

Trata-se da New Eternal Rhythm Orchestra, conduzida por ninguém menos
que o compositor polonês e meu ídolo supremo KRZYSZTOF PENDERECKI.
Os músicos que tocam só tem gente fraquinha (pra não dizer o contrário):
PETER BRÖTZMANN - Tenor & Baritonsaxophone
GUNTER HAMPEL - Flute & Bassclarinet
TERJE RYPDAL - Guitar
HAN BENNINK - Drums, Chinease Woodblocks, Tabla, Thumb Piano,
percussion, plastic hose, horse jaw e etc.
e ainda:
MANFRED SCHOOF: trumpet & cornet
KENNY WHEELER - trumpet & cornet
TOMASZ STANKO - trumpet & cornet
PAUL RUTHERFORD - trombone
ALBERT MANGELSDORFF - trombone
GERD DUDEK - tenor & sopranosaxophone
WILLEM BREUKER - tenorsaxophone & clarinet
FRED VAN HOVE - organ on "Actions"
BUSCHI NIEBERGALL - bass
PETER WARREN - bass & electric bass

penderecki

O disco começa com a faixa "HUMUS - The Life Exploring Force" de autoria
de DON CHERRY cuja interpretação fica à cargo de:
DON CHERRY - pocket trumpet, chinese shuan flute, south american Maya bird,
flute and vocal.
LOES MACGILLYCUTTY - vocal
MOCQUI CHERRY - tambura

No todo, a orquestra reúne os mais renomados músicos da cena internacional,
americanos, ingleses, holandeses, belgas, noruegueses e um polonês.
Tanto Cherry com Penderecki atuam num ambiente diferente de seu
convencional, no caso do primeiro com a música indiana e o segundo com o jazz,
mas ambos trazem sua própria bagagem e personalidade dando a credibilidade
que seus nomes oferecem.
O trabalho foi desenvolvido durante os anos 1966 até 1970 quando foi apresentado.
Não é uma obra de improviso e sim uma grande experiência que une o jazz ao
erudito contemporâneo.
Parecia um milagre, e todos os jazzistas estavam céticos que Penderecki
aceitasse fazer o trabalho com eles, em vista de sua rejeição à obra
de outros compositores de sua classe.
Todos ficaram muito surpresos quando ele aceitou e o mesmo ainda se surpreendeu
com a performance dos jazzistas.
Desse encontro memorável só nos resta ouvir ajoelhados no milho com o ouvido
sangrando.
Aproveite!

Tracklist:
01 - HUMUS - THE LIFE EXPLORING FORCE
(Don Cherry)
02 - SITA RAMA ENCORES
(Trad./arranjado e adaptado por Don Cherry)
03 - ACTIONS FOR FREE JAZZ ORCHESTRA
(Krzysztof Penderecki)

ouça este momento histórico

domingo, 13 de setembro de 2009

MUNDO GROOVE DE PB - PB - Brasil - 2009

mundogroove

Mais uma coletânea de pérolas selecionadas, dessa vez com
foco no groove. Sabe? Tipo groove?
Acho tão abstrata essa definição...
Mas é isso ae, Groovis Baby!
Começa com o grande mestre dos mestres.

1) Sergio Malandro na vêia, cantando Deixa isso pra lá, um
clássico eternizado na voz de Jair Rodrigues mas confesso
que prefiro essa maliciosa versão.

2) Depois vem chegando outro brasileiro, o super trombonista
Raul de Souza que gravou o disco que tem essa música nos
Estados Unidos enquanto trabalhava de músico de estúdio por lá.
A composição é do amigo George Duke com o arranjo de Raul.

3) Meco vem arrepiando, baby com a suite do lado B de seu disco
inspirado no Mágico de Oz.
Começa como se fosse um Hit de Dark Disco e termina com o
tema do filme escancarando emoções.
É a hora que arrepia geral.

4) Falando em arrepio, é a vez de John Keating detonar nos
teclados, um duelo entre um Orgão Hammond e um maravilhoso
EMS Synthi VCS3. Essa faixa é pra ouvir bem alto, tipo estourando
as caixas de som e sangrando pelo nariz. Foda!

5) Não deixando por menos chega Hugo Montenegro com seus
arranjos psicodélicos eletrônicos para Too High de Steve Wonder.
Hora dos Moogs atacarem com toda pressão.
Aliás esse track foi extraído do lp "Hugo in Wonder-land", um
trocadilho que remete a Lewis Carroll se referindo ao artista negro.

6) Arregaçando nas guitarras distorcidas entra Janko Nilovic,
arranjador e compositor da antiga Yugoslavia.
Ele produziu diversos discos de library music e essa faixa
Hippocampus é deum deles.
No gênero, hoje é um dos artistas mais requisitados
pelos colecionadores japoneses, inclusive minha cópia veio de lá.

7) Se é pra arrebentar a boca no groove, ninguém melhor que o
mestre Roy Ayers, um nome de peso na música americana.
Red, Black and Green é o nome da faixa e também do album
de onde essa pérola foi pescada.

8) Não poderiam faltar os italianos quando se fala em groove.
O Soul-III arrepia com esse track The Revelations onde a
guitarra exerce um papel principal seguida por um energético
Hammond numa cadência bem dançante e psicodélica 70's.

9) Pra deixar tudo realmente "muito louco" chegam os alemães
já citando Beethoven com bastante efeitos e atonalismos.
É uma levada dançante mas bem freak e obcessiva.
Obra de arte em forma de groove experimental.
All Men Shall Be Brothers of Ludwig interpretado por
Staff Carpenborg And The Electric Corona.

10) Fechando com chave de ouro o mestre maestro David Axelrod,
um especialista entre a união de orquestra com grupo de rock.
Esse track tem um nome provocador: Mucho Chupar.
Homenagem as boqueteiras de sua época? De fato existe uns
efeitos vocais gemidos meio estranhos ao longo da gravação.
a faixa conta com a excelente performance ao Piano Elétrico de
George Duke. Pôxa, o cara é mesmo Groove... seja lá o que isso
signifique...

chupe aqui

GOLDEN GATE QUARTET - GOLDEN GATE SPIRITUALS - USA - 1950

goldenfront

Este é um disco realmente raro extraído diretamente da coleção do Mestre Yupo.
Observem que ele é chamado de LP, mas é um disco de 10" e não 12".

The Golden Gate Quartet (aka The Golden Gate Jubilee Quartet)
é o mais bem sucedido de todos os grupos Afro-Americanos de
música gospel que cantaram no estilo quarteto jubileu.
Este estilo nasceu na primeira metade do século XX
inspirado na música religiosa negra conhecida como Spirituals.
Apesar das letras ainda falarem predominantemente sobre
passagens da Bíblia e fé, esses grupos eram criados em
escolas e mais tarde em universidades somente para negros
onde aos poucos novos assuntos começaram a ser introduzidos,
como guerra, política, cotidiano e até humor.

Pesquisando descobri que foi fundado como o Quarteto Golden Gate
Jubilee em Norfolk, Virgínia em 1934 por Robert Ford, Griffin CA,
Willie Johnson, William Langford, Henry Owens e Orlande de Wilson.
Só não consegui entender o fato de ser chamado de Quarteto e
serem citados 6 integrantes, alguém me ajuda?

Eles começaram como um quarteto jubileu tradicional,
combinando os arranjos inteligentes e misturando referências como
os quartetos de barbearia e ritmos emprestados do blues e do jazz
como o scat singing.

A composição do grupo mudou ao longo dos anos, porque alguns
membros foram recrutados durante a guerra e novos membros foram
trazidos para substituir aqueles que se aposentaram ou deixaram de participar.

Possuíam um talento espetacular na forma de cantar utilizando ritmos
sincopados cantados às vezes bem rápido
ou técnicas virtuosísticas como pular de notas muito graves para altos falsetes.
Às vezes até faziam efeitos sonoros com a boca imitando trens,
animais e coisas do gênero.





Eles alcançaram fama regional através do seu programa de rádio em
Columbia, Carolina do Sul em 1930, mas tornaram-se nacionalmente
populares em 1938 após John Hammond apresentá-los como parte
de seu espetáculo "From Spirituals to Swing" no Carnegie Hall.

Eles continuaram a ser populares durante a Segunda Guerra Mundial,
fazendo várias aparições em filmes de Hollywood e cantando sua música
secular misturadas ao repertório popular, como "Stalin Wasn't Stalling"
onde humor é misturado ao comentário político.

O quarteto perdeu sua posição de destaque na música gospel, após a
guerra, quando eles enfrentam a concorrência de novos artistas do gênero.

Aos poucos o grupo foi perdendo a força e até alguns
integrantes deixaram o grupo para se tornar pastores.

Reavivaram sua carreira em 1955 quando visitaram a Europa
pela primeira vez, onde se tornaram muito populares.
O sucesso foi tão grande que acabaram mudando-se para Paris em 1959.

Durante sua curta carreira no Exército, Elvis Presley, que era um grande
admirador do grupo desde sua infância, visitou-os nos camarins do
"Le Lido", em Paris, e ficou para assistir o show inteiro, além também
ficar com eles no Hotel Prince de Galles.



O Quarteto apareceu em filmes como "Star Spangled Rhythm (1942),
Hit Parade of 1943 (1943), Hollywood Canteen (1944), e do filme de
Danny Kaye A Song Is Born (1948). No último filme, que cantaram
"Joshua Fit the Battle of Jericho" e parte de "A Song Is Born" foi com a
parceria de Louis Armstrong e Virginia Mayo.

goldenback

baixe aqui

yupo-stamp
Post com a colaboração do Mestre Yupo

sábado, 12 de setembro de 2009

FRANÇOISE HARDY - Accompagnée par Charles Blackwell et son Orchestre - França - 1966

FHfront

Só um bom amigo e sua mulher sabem te dar um presente certo.
Nesse caso foi o grande amigo José Damiano (aquele mesmo, da nuvem nove).
Um presente de aniversário desse é pra você pensar que a vida é bela,
que não existem problemas no mundo, que o sol brilha e os pássaros cantam
e etc... dava pra ficar escrevendo um monte de coisas do gênero.
Curioso é que o disco é do mesmo ano que eu nasci.
Achei por bem dividir essa maravilha com vocês, acho que todos agradecem.
Apesar do estado do disco estar bem bacana e conservado, rolam uns
estalinhos mas nada que vai tirar o seu prazer de ouvir.
Por ser um compacto original francês em 45 RPM o nível do som é bem forte
e a freqüências muito bem equilibradas.
A capa já resume que Françoise é tudo de bom. É de sua total autoria a quarta
faixa do compacto "Je Ne Suis La Pour Personne".
Tudo de bom para você.

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FHlado2

Tracklist:
La Maison ou J'ai Grandi
Tu Verras
Il Est Des Choses
Je Ne Suis La Pour Personne

seja feliz!

FHback

Michele Musser - Eye Chant - USA - 1986

musser-front

Ela não é nenhuma pioneira, embora nem tanta gente estivesse
fazendo que ela fez nos anos 80.
O caso é que essa "garota" não se tornou a Laurie Anderson e
vá saber no que ela se tornou...
Não existe nehuma informação sobre ela na internet e nem na
capa do disco.
O selo que lançou seu disco, QUICK SHOWER MUSIC, parece ser
menor que qualquer selo seria numa cidade interiorana no Brasil.
Artisticamente eu diria que é um grande arroizim com feijão
programado e executado por equipamentos eletrônicos da época.
Não dá pra precisar exatamente quais equipamentos.
Com certeza um sampler, daí eu poderia arriscar dizer que
pode ser um synclavier ou um fairlight.
Na capa diz apenas que foi gravado em casa.
A qualidade não é nada ruim, por isso concluo que era uma
espirante a "Doris Norton" riquinha sem muito talento.
Bom, o tempo passa e o rigor com as obras vai sumindo, já
que existe tanta coisa pobre e fraca hoje em dia nos meios
da chamada "arte eletrônica".
Olhando por esse prisma e ainda somando o fato de ser uma
"gatinha punk-new wave-neo avantgarde" vale a pena trazer
do total esquecimento esse disco que se torna curioso.
Uma coisa é certa, a moça se levava à sério.
As músicas se seguram na intenção e a capa foi muito bem
realizada.
Moça moderninha ressucitada do túnel do tempo dos chiques

musser-back

tracklist:
Tour de France (Day 2)
In the Air
The Intruder
100% Bridal Illusion
Eyechant
Dream Clock
Proteus and The Marlin
Too Much.

baixe aqui

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CHARLOTTE & GAINSBOURG - Lemon Incest - França - 1984

serge folder

Um dos pilantras mais clássicos e velho babão,
o genial multi-artista Serge Gainsbourg, ícone supremo
da música francesa, sinônimo de baixaria e músicas incríveis, já
havia feito de tudo para chocar a moral religiosa e burguesa.
Em 1984 pegou pesado com a provocativa Lemon Incest e quebrando
todos os tabus do mal gosto com uma canção de muito bom gosto
ao lado de sua filhinha de 15 anos Charlotte. Esta tem uma das
mães mais bonitas da história, a queridíssima Jane Birkin.
Aliás, fisicamente Charlotte é a mais perfeita combinação dos
genes de duas pessoas, o que resultou numa belíssima garota feia.
E é por causa dessa garota feia que coloco esse disco neste blog.
Em homenagem ao seu encantador, desconsertante e perturbador
talento como atriz e seus grandes méritos no filme "O ANTICRISTO"
de Lars Von Trier.
Voltando nesse compacto, é importante dizer que a música Lemon
Incest é mais uma das bem sucedidas experiências de Gainsbourg
em transformar música clássica em Hit Pop.
Numa versão que remete a disco eletrônica de Giogio Moroder,
ele transforma o Estudo Nº 3 em Mi maior Opus 10 de Chopin num
hit de boate gay dos anos 80.
Inclusive a faixa do lado B, Hmm Hmm Hmm, é extraída do album
"Love on the Beat" onde o mesmo aparece travestido na capa.
Esse Serge... conseguiu o que queria, viu...

serge back

Veja o video deixa baixaria bacana



péga aqui no papai

KLAUS HUBER & HARALD GENZMER - Estréias Mundiais - Alemanha - 1971

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Juiz de Fora se mostra mais uma vez como uma boa fonte de discos eruditos
de compositores do Século XX de altíssimo nível possíveis de se encontrar usados.
Mais esta obra prima fui capaz de trazer de lá (e dessa vez com mais uma
cópia da Finis Temporum Comoedia de Carl Orff para o mestre Yupo).
Este disco com o nome enigmático de "ESTRÉIAS MUNDIAIS" é um lançamento
nacional, produzido sob licença da TOPTAPE, e estimo que tenha sido lançado
no meio pro fim dos anos 70.
Apesar da belíssima capa, que foi na prática o que me fez prestar atenção no
mesmo, é uma edição bem barata, tanto em qualidade de papel e impressão,
quanto de qualidade do vinil, mas a reprodução do disco mesmo assim me
impressionou.
É desses discos que parecem que nunca foram ouvidos, mas que na agulha
pipocam que é uma beleza nas partes mais silenciosas.
Claro, "ESTRÉIAS MUNDIAIS" sugere o título de uma série de discos de obras
de compositores contemporâneos.
Nesse caso ele aborda obras dos compositores KLAUS HUBER (nascido em 1924
na Suíça) e HARALD GENZME (nascido em 1909 na Alemanha).
As duas obras contidas neste LP, no caso uma de cada lado, foram apresentadas
por ocasião do quingentésimo aniversário do nascimento de Albrecht Dürer,
o maior pintor da Renascença alemã na sala dos MESTRES CANTORES DE
NÜREMBERG.

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Albrecht Dürer nascido em 21 de Maio de 1471 e morreu em 6 de Abril de 1528

No lado A temos a obra "...Inwendig voller Figur..." (Por dentro cheio de figuras)
de HUBER. Foi encomendada pela cidade de Nüremberg e composta no período
de 1970-1971.
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O compositor, que ficou muito impressionado ao ver a obra "The Vision" de
Dürer aos 7 anos de idade, aceitou imediatamente a encomenda e comenta:
"Quando Nüremberg me propôs escrever alguma coisa para as comemorações
de Dürer concordei imediatamente... li então o Apocalipse de S. João no
Novo Testamento... escolhi os textos: Em alemão como está na bíblia de
Lutero, no texto original em grego, em língua italiana e em inglês comforme
a bíblia do Rei Jaime. Além disso procedi a uma análise acurada dos textos
do Apocalipse."
E sobre a obra em si HUBER diz:
"Começa de uma maneira muito estática com um som que permanece.
Depois começa o movimento em direção àquele terrivel momento que foi o caos".

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Foi composta para Coral, Auto-Falante, Orquestra e Fita Magnética.
Nessa gravação é interpretada pelo Coro da Rádio da Baviera de Munique
e Orquestra Filarmônica de Nüremberg, sob a regência de Hans Giester.

No lado B do LP temos o compositor HARALD GENZMER (1909/2007)
nascido na cidade de Bremen na Alemanha.
genzmer
O Concerto para Orgão e Orquestra aqui apresentado, também sob regência
de Hans Gierster, foi composto em 1970 e trás como organista Hedwig Bilgram.
As obras de GENZMER encontram bom acolhimento não só na Alemanha mas
também em inúmeros países estrangeiros.
Adepto da escola de Hindemith, GENZMER cultivava um estilo moderno-conservador.
Fez sua a teoria de Hindermith de compor obras que possam ser interpretadas
não só por músicos profissionais mas também por amadores e estudantes de música.
O concerto de orgão aqui apresentado foi composto de acordo com as espantosas
possibilidades do orgão da Sala de Concertos dos Mestres Cantores.
A fim de fazer resaltar a variedade de registros desse maravilhoso instrumento
o compositor dispensou os instrumentos de sopro de madeira.
A orquestra compõe-se, portanto, apenas de instrumentos de cordas, de instrumentos
de sopro e metal e timbales.
Detalhe: este foi o orgão que Richard Wagner utilizava para estudar.

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Seguindo a velha tradição dos organistas GENZMER dá oportunidade ao solista
de, no primeiro movimento, numa passagem do gênero tocata, demonstrar o seu
virtuosismo. O final baseia-se num tema do organista e compositor Johann Pachelbel,
um contemporâneo de Johann Sebastian Bach, que alcançou fama em toda a Europa.

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Fazendo uma comparação ridícula, este concerto me lembra um pouco Tarkus do E,L&P.

Ouça aqui

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

FEIRA DO TANGERINO - Av. Paulista - São Paulo - Brasil - 2009

FEIRA DO TANGERINO - São Paulo from paulo beto on Vimeo.



Acontece todos os feridos (ou quase todos), uma feira de vinil na avenida paulista,
ao lado do trianon organizada pelo Sr. Tangerino, que também é dono de uma loja na
própria galeria que ocorre o evento.
Essa aconteceu no feriado de 7 de setembro de 2009.
Por ser um feriado nacional e ter feito um dia bem bonito na capital de São Paulo,
a feira ficou bastante movimentada, inclusive com feirantes vindos de outras cidades.
Este é um registro simplório do que rola.
Eu quis fazer mais exatamente assim, com uma estética de video de churrasco.
Conheça algumas criaturas que frequentam e habitam por lá.
 
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